Clara de Sousa Gonçalves nasceu a 5 de setembro de 2001, em Castelo Branco, Portugal. Desde tenra idade, mostrou uma grande dedicação ao saxofone. Licenciou-se em Música (saxofone) pela Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART), sob a orientação do Professor Carlos Canhoto, e atualmente frequenta o Mestrado em Performance com especialização em Música Contemporânea na Fachhochschule Nordwestschweiz (FHNW), em Basileia, sob orientação do Professor Marcus Weiss.
O seu percurso académico e artístico é marcado por diversas distinções. Em 2013, venceu o primeiro prémio no Festival Internacional de Saxofone de Palmela. Em 2018, foi galardoada com o Prémio Maria do Carmo Gomes, atribuído ao melhor intérprete do Conservatório Regional de Castelo Branco. Obteve ainda o segundo lugar na categoria de música de câmara nas 13ª e 14ª edições do FOLEFEST, e o terceiro lugar no Concurso Nacional de Música Contemporânea em 2021.
Clara tem-se afirmado como uma intérprete versátil e inovadora, com presença em festivais internacionais como o Impuls Festival em Graz, onde a sua gravação de Bug de Bruno Mantovani foi transmitida pela Radio Helsinki, e estreou duas obras no World Saxophone Congress em Harbin, China.
Atualmente, Clara está focada no seu desenvolvimento artístico e académico, com um forte enfoque na música contemporânea e na performance. Ao longo da sua carreira, participou em diversas masterclasses com músicos renomados, como Claude Delangle, Vincent David e Patrick Stadler, expandindo continuamente a sua técnica e o seu repertório no mundo da música contemporânea.
O seu trabalho artístico está profundamente enraizado em valores de inclusão, sustentabilidade e consciência social, tendo colabororado com a STUVE na criação de formatos de concerto sustentáveis. Foi recentemente selecionada para o programa de mentoria artística FICA, que apoia jovens artistas em áreas como autogestão, programação e saúde mental.
Paralelamente, Clara concluiu um Mestrado em Ensino da Música, que lhe proporcionou uma base sólida na pedagogia musical. Atualmente, constrói uma carteira de alunos particulares em Portugal e Basileia.
Clara é membro fundadora do Lontano Trio que irá no ano de 2026 estrear um concerto com cinco obras originais para a formação inspiradas na obra do pintor e ceramista do Manuel Cargaleiro. Fundou também o Fragmentos Ensemble, grupo dedicado à música contemporânea, no qual colaborou com compositores como Hugo Vasco Reis e Paulo Jorge Ferreira.
Integra também o Linden Trio, que cruza guitarra portuguesa, guitarra clássica e saxofone, explorando o universo etno-jazz. Participa ainda em outras formações como a Banda Filarmónica de Castelo Branco e a Orquestra de Saxofones do Dão.
Fora do palco, Clara cultiva uma ligação profunda com a natureza, que procura refletir nas suas performances através da criação de paisagens sonoras que evocam o mundo natural. Esta sensibilidade também se manifesta na sua paixão pela fotografia — analógica e digital — que considera uma extensão do seu processo criativo.
Clara continua a expandir os seus horizontes artísticos através da exploração de música eletrónica, programação e design de iluminação, integrando novas ferramentas tecnológicas no seu processo criativo e abrindo caminho para experiências performativas multidimensionais e ativamente envolvidas